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Feira de Santana Segunda , 21 de Abril de 2014
OFERECIMENTO

Ser mãe é carregar o filho, no ventre e na vida

Publicada em 09/05/2012 ás 11:21:47

Terreno

Elas são de Feira de Santana e região. Algumas vêm até de outros municípios mais distantes. No ventre trazem a esperança e o início de uma nova etapa da vida. E mais do que isso: carregam o significado de ser mãe. No Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) Daniele Evangelista, 23 anos, e Jéssica Santos, 21, aguardam pela chegada de Maria Eduarda e Pedro, respectivamente.

Neste domingo (13), elas terão motivos a mais para comemorar o Dia das Mães. A estudante Jéssica já pôde vivenciar este prazer. A primeira alegria foi há sete anos, quando nasceu Gustavo, o primogênito. Depois vieram Cleiton, hoje com quatro anos, e Ana Clara de três. “Sou privilegiada. Muitas mães não podem ter filhos e Deus me honrou com quatro”, comemora.

Aos oito meses de gestação, Daniele aguarda com grande expectativa a chegada de Maria Eduarda. “Já posso dizer que a minha vida mudou. Hoje me considero mais responsável e madura. Não vejo a hora de olhar para o rostinho dela e poder amamentá-la”, contou a estudante enquanto aguardava pelos exames que iriam indicar a necessidade ou não de uma cesariana.

Acomodada em um dos leitos da maternidade, climatizada e dotada de aparelho de televisão e berço em acrílico, Alexandra Costa, 36 anos, não tira os olhos dos gêmeos Reinan e Ronald.  Eles nasceram no último dia 1º de maio. Moradora do município de Conceição do Jacuípe, a dona de casa optou pelo Hospital da Mulher para dar à luz. “Aqui fiz o pré-natal e recebi toda atenção necessária para ter um parto tranquilo”, relata.

A notícia da gravidez foi uma surpresa para Alexandra. Ela não imaginava que poderia gerar mais filhos, pois teve que se submeter a tratamentos para engravidar pela primeira vez.  “Não fazia parte dos meus planos ter mais filhos e também não acreditava que poderia engravidar novamente. Mas, agora estou curtindo a novidade de ser mãe de gêmeos. É uma sensação incrível. Cada momento é de descoberta”, comenta.
 
Mãe Canguru
 
Assim como Alexandra, Jéssica e Daniela, inúmeras outras mulheres terão a alegria de comemorar o Dia das Mães. Somente no Hospital da Mulher, nos primeiros três meses deste ano, foram realizados 1.083 partos – 357 (janeiro), 346 (fevereiro) e 380 (março). Na unidade hospitalar já receberam alta ou ainda estão internadas pacientes que foram submetidas ao método Mãe Canguru para ajudar na sobrevivência de bebês que nasceram prematuros.

Quem está passando pela experiência de ter um contato mais íntimo com o filho após o parto é Elvira Gomes dos Santos, 32 anos. O pequeno José Arthur nasceu com apenas 30 semanas de gestação e pesando 1,5 quilo. Ele ficou internado alguns dias na UTI Neonatal. Agora, amarrado ao corpo da mãe, contato pele a pele, o bebê aumentou de peso e está mais desenvolvido.

“José Arthur é uma dádiva. Uma graça divina na minha vida. Não conhecia o Mãe Canguru. Mas graças a este método meu filho já está mais crescidinho e vem apresentando melhoras significativas”, observa. Elvira planeja passar seu primeiro Dia das Mães em casa. Se depender do estado de saúde de José Arthur, mãe e filho neste domingo já não estarão mais no Hospital da Mulher.
Renata Leite
 

Autor/ Créditos: Jorge Magalhães